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Layout e projeto de interiores

03/19/2012

Layout pode ser entendido como  um arranjo físico, disposição de peças (nesse caso mobiliário) em planta baixa, visando o melhor funcionamento possível do espaço a ser trabalhado, proporcionando segurança, conforto e produtividade das pessoas que vão utilizar esse espaço.

O desafio é grande quando a necessidade de espaço é maior do que a disponibilidade, situação muito comum atualmente, onde os espaços são cada vez menores e as necessidades cada vez maiores. Há 40 ou 50 anos o layout da casa (quando falamos de espaços residenciais) eram bem diferentes dos de hoje. Existiam ambientes que raramente se vê atualmente como o hall de entrada, a copa, o estar íntimo, o escritório, os vestíbulos, dentre outros espaços. Atualmente em um único espaço temos que compartilhar a sala de estar e jantar (muitas vezes com cozinha conjugada) e home office (versão compacta do escritório).

Então, numa situação de média ou grande complexidade, o profissional deve ter um profundo conhecimento:

Do seu cliente ou do público que utilizará o espaço,  das suas necessidades, hábitos e possibilidades (financeiras, de reforma, etc.);
Do espaço (dimensões, estado de conservação, problemas de conforto, etc.), dos móveis e equipamentos que serão utilizados no espaço;
Da ergonomia, do fluxo, circulação e etc.

Dessa forma, todo projeto começa (ou deveria começar) com uma boa conversa com o cliente e uma visita ao local, para que, com todas as dúvidas dirimidas possa se iniciar uma pesquisa.

Entrevista com o cliente:

Conversar com o cliente para compreender o que ele necessita e deseja, sem deixar dúvidas.

Pesquisar móveis e equipamentos:

Fazer um levantamento do local, colocando na planta baixa: todas as medidas e os detalhes que irão influenciar no layout, como por exemplo: pilares e vigas, pontos de água, gás, aquecimento, etc … Relatar os problemas que o ambiente possui como: infiltrações, problemas de iluminação e ventilação e estado dos revestimentos.
Num segundo momento podemos pensar nos móveis e equipamentos que o cliente possui e deseja manter, o que deverá ser reformado ou modificado, e também os que devem ser adquiridos.
Pesquisar no mercado todas as novidades possíveis para tornar o ambiente funcional, confortável e moderno.

As pesquisas também ajudam a localizar os melhores preços e possibilitar ajustes ao orçamento do cliente. Nessa fase, é importante posicionar o cliente da fase do projeto, mas não levar TODAS as soluções ou pesquisas para não confundi-lo.

Na fase de croqui:

Colocamos o mobiliário e equipamentos dentro do espaço em questão por meio de um rascunho, sem escala e sem medidas apenas estudando o espaço e as alterações que deverão ser feitas no ambiente. Esse é um mero estudo de disposição de mobiliário e uma ótima oportunidade para fazer um check-list e ver se não esqueceu de algum elemento.
O croqui é um instrumento de estudo, não precisa ser levado para o cliente. Faz parte da geração de idéias, alternativas. Visa basicamente tentar acomodar todos os itens levantados pela pesquisa dentro do ambiente.
Então, com escalas e equipamentos em mãos, estuda-se os locais onde os objetos serão locados.
Para facilitar este estudo (caso o desenho seja feito a mão),  é possível fazer recortes dos equipamentos e móveis, com as dimensões em escala, para a verificação da melhor opção de layout.

O projeto:

O layout  final, uma vez aprovado pelo cliente, deve ser  desenhado em escala, com as cotas de arquitetônico, mobiliário e circulação para conferencia de possível erro.
Em um segundo momento procure resolver problemas estéticos como diferenças de alturas de mobiliário ou de profundidade, escolhas de cores, materiais de revestimento, etc.
Nesta etapa é necessária a aprovação do cliente para solucionar os possíveis desacordos, pois ainda há a possibilidade de mudanças.    Somente siga adiante se tudo estiver de acordo.

Projeto executivo:

O próximo passo é o de especificações. Deve-se representar o layout em planta e elevações. É importante a colocação das cotas dos móveis e circulações, bem como especificar quais os equipamentos que serão utilizados, os pontos elétricos, hidráulicos, pontos de exaustão ou ar condicionado também devem ser indicados na planta.
Crie quantas pranchas forem necessárias para a visualização do ambiente todo.
Especifique e detalhe os móveis que serão comprados (marca, medidas, cor, etc … ) e/ou confeccionados, obedecendo as regras da ergonomia (medidas antropométricas ). Especifique quais os materiais de revestimento e como serão utilizados no ambiente (como planta de paginação de piso e  planta de gesso, paleta de cores, quadros, tapetes, iluminação, etc …

Acompanhamento da obra:

Por fim, o projeto estando pronto e acabado segue-se para a fase de execução da obra, cujo trabalho do designer é coordenar a equipe assegurando que o projeto seja perfeitamente executado em todos os seus detalhes.

 Bibliografia – veja o post da bibliografia indicada.

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